Utilização de ovos

27/03/2016
Por: Juliana Menegazzi

Sempre um assunto polêmico: a utilização de ovos nas unidades de alimentação.

Tenho certeza que muitas de vocês já tiveram que lidar com o tema e talvez tenha encontrado dificuldade ou resistência para impedir a utilização de ovos crus ou mal passados e tentar explicar sobre a salmonela.

A salmonela é uma bactéria descoberta por um cientista americano chamado Dr. Salmon. A maioria das pessoas infectadas com salmonela desenvolver diarreia, febre e cólicas abdominais entre 12 e 72 horas após a infecção. Essa doença transmitida por alimentos, geralmente dura 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em alguns casos, a diarreia pode ser tão grave que o paciente tem de ser hospitalizado. Nesses pacientes, a infecção por salmonela pode se espalhar dos intestinos para a corrente sanguínea, e depois para outros locais do corpo. Nestes casos, a salmonela podem causar a morte, a menos que a pessoa é tratada rapidamente com antibióticos. Os idosos, crianças e pessoas com comprometimento do sistema imune são mais propensos a ter uma doença grave.

A maior justificativa dos estabelecimentos para não aceitarem as normas para a utilização de ovos é de que o cliente ao pagar, teria direito a consumir da forma que quisesse ou que o cliente não vai aceitar e pode causar confusão. Eu acredito que a reação da maioria dos clientes será de acordo com a forma que essa orientação é informada. Claro que se o funcionário disser algo como "Não fazemos ovos com gema mole" (ponto final), o cliente não vai gostar, pois vai parecer uma recusa ao seu pedido, porém se toda equipe estiver bem orientada e explicar a razão para o cliente, as chances dele entender e até agradecer são enormes!

Você ficaria bravo, se um estabelecimento estivesse preocupado com a sua saúde ou com a saúde da sua família e te explicasse que a utilização de ovos crus ou mal passados é prejudicial?

Lembrando que em caso de uma salmonelose e complicações mais graves, o estabelecimento pode ser responsabilizado e que "termos de responsabilidade" assinados pelo cliente para assumir os riscos do consumo, não apresentam validade legal.